domingo, 27 de abril de 2014


MAIS UM TRISTE ATO DO GOVERNO QUE FRUSTROU OS MOVIMENTOS SOCIAIS

Neste momento insólito, diria inacreditável, pois tomado de um sentimento de inédita frustração, me sento para escrever de forma humilde, porém agudamente sentida, a decepção que eu e todos os que fazemos o Conselho Estadual dos Direitos Humanos do Estado da Paraíba estamos tomados e violentamente golpeados, com mais um ato de ínfima excrescência e de enfrentamento sórdido, pequeno, vingativo e de tentativa de desacreditar os militantes dos Direitos Humanos no Estado da Paraíba, qual seja, o de nomeação do Advogado Mário Júnior para Ouvidor de Polícia do Estado da Paraíba, a pedido do próprio nomeado, que almeja ser mais tarde, Corregedor Geral das Polícias, com desconhecimento da lista encaminhada pelo Conselho Estadual.
O ato é de retaliação à independência do CEDHPB, que autônomo na literalidade da palavra, composto de membros forjados na luta e que não se vergam aos caprichos do Governo ao exigirem do mesmo apenas o seguinte: UM PROJETO  DE GOVERNO DE SEGURANÇA PÚBLICA, UM PROJETO DE GOVERNO DE RESSOCIALIZAÇÃO; UM PROJETO DE GOVERNO DE SEGURANÇA PARA AS MULHERES, APURAÇÃO DE AUTORIAS DE CRIMES QUE TEM REPUGNADO A CONSCIÊNCIA MORAL PARAIBANA, FORNECIMENTO DE REMÉDIOS DE USO CONTINUADO, COMBATE À PERSEGUIÇÃO NO SEIO POLICIAL E PUNIÇÃO DOS  ARDENTES CHEFES TRUCULENTOS, APURAÇÃO SÉRIA DAS TORTURAS DENUNCIADAS NAS ENTRANHAS DO SISTEMA PENITENCIÁRIO SOB SUA CHEFIA.
Todavia, a nomeação de Mário Júnior como ouvidor, vilipendiando a lista tríplice escolhida com apuro rebuscado pelo CEDHPB, após cinco meses de vacância do cargo, preenchendo o vácuo da Ouvidoria de Polícia com alguém que lhe  suplicou pelo cargo, demonstra de forma incontroversa, que esse governo se agachou e de cócoras, numa covardia extrema e abjeta, preferiu premiar brutamontes que prenderam ilegalmente Conselheiros Estaduais de Direitos Humanos de notória reputação e reconhecida atuação valorosa, promovendo-os para cargos de mais destaque na sua administração. Esse governo optou por premiar policiais que atuaram no caso da menina Fernanda Éllen de forma sofrida e incompetente, somente para desmoralizar membros dos direitos humanos que discordavam da forma como as investigações eram conduzidas e cujo episódio teve desfecho doloroso e descoberto graças à própria família.
O governo de quem esperávamos o choque nos encaminhamentos do respeito á dignidade humana, não “engole” nossas cobranças para que sejam mostrados os algozes da menina REBECCA, cujo aparelho policial  inábil e incapaz, permite que um crime de lesa pátria permaneça com seus sicários soltos e livres. O governo das mudanças não possui nenhum pudor em aceitar como fato o maior dos vexames, a mais doída das nódoas encasquetadas em governos conservadores e de direita, persevere com mais força, mais audácia, mais atrevimento em seu mandato, a chocante, terrível e degradante revista íntima, que sem eleger suspeitas, submetem crianças de tenra idade, jovens e idosas avançadas nos anos, despidas, com suas partes íntimas depiladas, pois orientadas adredemente, se acocorem várias vezes em frente ao um espelho, arreganhe suas partes mais pudendas, para que agentes penitenciárias constrangidas, possam  enxergar os seus interiores, que deviam ser só seus e assim, diante do massacre moral, realizar com maestria a sua revista íntima..
Ditatória e intransigente, o stablishiment estabelecido desmoralizou os instrumentos investigatórios, nomeia para investigar denúncias de torturas perpetradas nas suas masmorras e enxovias, pessoas cuja formação é de enfrentamento ao condenado, de ódio àqueles que se encontram encarcerados e que apesar disto, podem sim ser vítimas de todos os tipos de sevícias, levando-as a inocentarem desapiedados suspeitos de torturas de forma antecipada, com prejulgamentos prontos, combinados e acabados,  de maneira que, não acreditamos em suas comissões de sindicância.

O Conselho Estadual dos Direitos Humanos não vai se calar e esse ato déspota e tirano, ao contrário de intimidá-los, despertará em todos o desejo de lutar, de denunciar e com destemor, apontar as grandes falhas, as grandes culpas, os infames erros de uma administração que destila ódio e pratica ignomínias inqualificáveis visando o recuo, a intimidação e acovardamento dos que não se dobram  à sua pertinácia , à sua cólera, aversão e  antipatia aos que ousam defender os direitos humanos neste Estado que deve ser plural, sem mandatários e donatários, mas de todos os paraibanos.

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